SOMOS TODOS DOENTES
- Arthur Andrade Tree
- 23 de mai. de 2025
- 2 min de leitura

Todas as metropoles, cidades, vilas, povoados e aldeias do mundo ocupam menos de 3% do planeta. Isso sem considerar os oceanos - se considerarmos serão menos de 0,6%.
Essas colonias de formigas que somos nós jogam na atmosfera 70% de gás carbonico. O planeta absorve a maior parte nos livrando da catástrofe, mas nos deixa como castigo uma ínfima quantidade, alguns milhões de litros, para nosso consumo diário. Bom apetite!
Criamos nossos venenos e nos alimentamos deles, o que significa que somos todos doentes. Não existe um unico ser humano plenamente saudável nas colonias de humanos civilizados. É possivel que exista alguma saúde em povos isolados, é possivel.
Quantos são esses “saudáveis”? No máximo dez mil seres divididos em 100 a 150 grupos desde a Amazonia à Papua Nova Guiné. Numa população de 8 bilhões, 10 mil teoricamente saudáveis equivalem, em percentuais, a um virus num grão de areia.
COQUETEL DE MAZELAS
Na nossa arrogancia e soberba, nos preocupamos com a saude do planeta. Queremos poupá-lo de dissabores como se tivéssemos esse poder enquanto adoecemos por segundo. Nossas mazelas fazem cócegas no planeta mas causam tragédias entre nós.
O que produzimos de pensamentos e lixo doentes que imaginamos descartar, retornam disfarçados de epidemias, pestes e violencia. Ninguém escapa, nem aquele Inuit no Alasca nem o milionário num castelo da Escócia. Estamos doentes buscando saúde na doença.
Ao nascer somos recepcionados por um coquetel de mazelas, oxigênio bruto, luvas de silicone, campos elétricos, cheiros de eter, sons de metais, barulhos de gente. Adoecemos logo ao nascer. Mas ufa, deu fome. O primeiro alimento do peito vem com resíduos de metais pesados da dieta da mãe.
E sorte de quem tem esse alimento a disposição, caso contrário cairá numa mamadeira de leite em pó vindo de uma vaca tristonha criada numa baia no Mato Grosso do Sul - e você nasceu em Feira de Santana, na Bahia.
Com nossas doenças e cidades enfermas formamos pequenas feridas no planeta. O que para nós é minuto, para Gaia são anos, séculos. Nesse tempo absolutamente relativo, o planeta cura a ferida e nos expulsa com uma coçada na cicatriz. A Terra não tem noção de sua força, um sopro é um furacão, uma sacudidela, um tsunami e um flato um vulcão. E nós da humanidade doente esmagados pelo retorno do bumerangue.
DESILUSÃO
Nosso primeiro sinal de clareza é a desilusão, quando percebemos que não há poder para exercer. O que chamamos de poder sequer consegue segurar a explosão do intestino. Essa fragil tentativa de controle fica circunscrita no máximo ao banheiro e a privada. E o que você acha ser força não passa de uma idéia, uma ilusão de músculos diante do espelho. Ou um lugar de comando na cabine de um Airbus. Vem urubu em cada turbina e adeus Airbus.
Somos a insignificância na ilusão do significado. Conseguimos avanços na ciência mas não conseguimos reduzir o lixo tóxico. Ao contrário, quanto mais avanços civilizatórios mais lixo. Sorte que ocupamos menos de 3% da área do planeta. No final, a doença fica mesmo entre nós.
Ta bom assim!



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Parabéns Arthur!
Vc fez uma Ressonância Magnetica, perfeita, do Planeta Terra e seus habitantes!...
Gratidão