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O PLANETA SE TRANSFORMA, OS IMPÉRIOS AGONIZAM

  • Foto do escritor: Arthur Andrade Tree
    Arthur Andrade Tree
  • 15 de fev. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: 15 de fev. de 2025

O sertão vai virar mar e o mar vai virar sertão. Antônio Beato Conselheiro fez a profecia em um dos seus famosos transes no século 19 (1830 a 1897). Dois séculos depois, o mar está sumindo em partes do mundo e os desertos estão virando mar em outras. O Saara teve imensas áreas inundadas em outubro de 2024, ajudando a renascer antigos oásis e ampliar reservatórios subterrâneos. No Marrocos e na Argélia, norte da África, vinte pessoas morreram em consequência do excesso de chuva.

Na Antartica, geleiras derretem de tal forma que vegetações já estão aparentes. Em mais algumas décadas, o continente gelado estará coberto de florestas e repleto de animais silvestres. O planeta está em transformação acelerada. Uma parte é consequência do seu mais voraz predador, o ser humano. Outra é resultado da autofagia, o planeta se devora para se refazer.   

 

Em 2022, o mar recuou entre São Vicente e Praia Grande, em SP. Isso provocou o encalhe de embarcações e facilitou a caminhada de pessoas sobre imensa faixa de areia. Em alguns locais de Santa Catarina, o recuo do mar foi de até 50 metros, o que fez com que embarcações encalhassem. Em Itajaí, o prejuízo estimado foi de 700 milhões de reais.

 

O quarto maior lago do mundo está quase completamente seco. A extensão da bacia do deserto de Kyzylkum, o Mar de Aral, na fronteira entre o Cazaquistão e Uzbequistão, recuou ao longo deste século. Dos 68 mil km quadrados de superfície, sobraram apenas cerca 6 mil km ou 10%.  A causa é o acelerado processo de destruição pela ação do homem na região.


Enquanto isso, a África racha ao meio. Um corte gigante de vários quilômetros apareceu de repente no sudeste do Quênia. A fenda, que não para de crescer, dividiu ao meio a estrada Nairobi-Narok e relembrou um fato esquecido: a África está se dividindo. 

Como há 138 milhões de anos, quando o Brasil começou a se afastar do continente africano, a região conhecida como Chifre da África deve formar um novo continente.

 

DECLÍNIO DOS IMPÉRIOS

 

Europa em declínio vai enfim perder a posição hegemônica no mundo construída ao longo de séculos. Isso é o que confirma a própria Comissão Europeia, braço executivo que administra a União Europeia.

A decadência econômica, geopolítica e também do alto padrão de vida é questão de poucas décadas. O fim da guerra na Ucrânia será o marco entre passado e futuro do velho império. O território ucraniano será dividido entre Rússia e Estados Unidos, que já cobrou dívida de meio trilhão de dólares em terras raras, minérios e outros recursos naturais. A Russia vai levar a parte maior igualmente rica em minérios e alimentos conquistada pelas armas. Mais de um milhão de cidadãos foi sacrificado para justificar o teatro de guerra e enriquecer absurdamente o ditador Zolomir Zelensky – que será mais adiante eliminado pelos serviços de inteligência.

 

No outro lado do Atlântico, o reinado do imperador Donald Trump está em semelhante decadência. Os números de pobres só crescem, as dívidas são impagáveis e só resta ao país saquear os demais. Vão fazer de tudo para obter reservas mundo a fora. Mas o inimigo do império não estará exatamente fora de suas fronteiras.


As doenças estão definhando o reinado de Trump. As diabetes explodem, os índices de infartos são superados ano após ano e o câncer virou epidemia. Mas não acaba ai. A natureza ora incendeia cidades, ora inunda, ora devasta com furacões. As drogas jogam milhões nas sarjetas e a violência urbana faz lotar as prisões sem acabar com a causa – a imensa desigualdade.


Por último, a gripe aviária está extinguindo granjas a rôdo. Cerca de 160 milhões de frangos contaminados já foram eliminados desde o ano passado – só em janeiro foram 23 milhões.  O preço dos ovos disparou. Uma dúzia chega a 52 reais na California. A crise é tamanha que algumas pessoas passaram a criar galinhas em apartamentos.

A gripe aviária (H5N1) já contamina vacas leiteiras desde o ano passado. O atual surto em vacas, descoberto em março de 2024, já se espalhou por 968 manadas leiteiras, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

 

Donaldo Trump furioso, agiu a seu modo: demitiu todos os pesquisadores responsáveis pela vigilância epidemiológica do CDC. Quase metade dos 140 pesquisadores recebeu cartão vermelho. Trump também proibiu divulgação de qualquer caso da gripe. Fato é que antes da proibição já havia 68 registros de humanos contaminados e uma morte confirmada. Tudo aponta para uma nova pandemia, dessa vez pela alimentação.

Estão escancaradas as portas do inferno.


 
 
 

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