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MENOPAUSA E AS CIDADES DOENTES

  • Foto do escritor: Arthur Andrade Tree
    Arthur Andrade Tree
  • 25 de mar. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: 26 de mar. de 2025

Mulheres de zonas rurais do Iraque, Mongólia e outros países asiáticos relatam raros sintomas de menopausa. Comparadas com as urbanas, um nada. Muitas nem sabem que isso existe. No entanto ao se deslocarem para cidades industrializadas, os sintomas explodem. As mesmas mulheres saudáveis das zonas rurais viram então mulheres “doentes” nas grandes cidades.

 

O sensível sistema reprodutivo feminino é diretamente influenciado por fatores ambientais.  O trabalho noturno, por exemplo, ou o excesso de luz dos celulares altera a produção de melatonina, afetando a ovulação. A exposição a poluentes e toxinas tem impactos severos no aparelho reprodutor, afetando desde a puberdade até a menopausa.

 

Fontes de poluição inorgânica maltratam todo o sistema reprodutor.  O Bisfenol A (BPA) dos plásticos e latas de cerveja afeta ovários e úteros, provocando cistos e endometriose.  Os ftalatos dos perfumes e o parabeno dos xampus e hidratantes provocam alterações hormonais, menopausas dolorosas e até risco de cancer de endométrio. Pesticidas dos alimentos não orgânicos e as dioxinas de laticínios e carnes gordurosas bagunçam todo o sistema.

 

Os efeitos são bizarros:  puberdade precoce, ciclos menstruais irregulares, síndrome dos ovários policísticos, infertilidade, menopausa precoce, endometriose, miomas, aborto espontâneo, câncer. Ou ainda nas crianças, Autismo (Transtorno do Espectro Autista), TDAH, déficit cognitivo e epilepsia. O mais grave é que muitos desses venenos são ingenuamente levados nas bolsas e guardados nos quartos ou nos armários dos banheiros. E ainda são objetos de desejo de crianças e adolescentes.

 

SOBREVIVENTES

 

Tenho ouvido que mulheres são sobreviventes. No seu organismo corre menos sangue que no masculino, mas ainda assim, mensalmente em idade fértil, o doam à natureza. Nas comunidades do neolítico, 10.000 a.C., adubavam a terra. Hoje despejam nos absorventes que vão para o lixo. O contato com a terra do passado as enchiam de energia. O contato com o lixo do presente as enchem de vazio. As terras exigiam movimento, as cidades exigem sedentarismo, academias ou correrias insanas.

 

Como funcionar com saúde em ambientes doentes?

 

Os sintomas de menopausa são também reflexos dos ambientes. Hormônios, medicamentos, chás, atividade física são paliativos. Não vão na causa. Esse é o problema, a causa é a civilização. Guerras, violência urbana, estresse, ódio, insegurança e a falta de perspectivas devoram o Chakra Sacro, o vórtice do sistema reprodutor.

 

A Europa como um microcosmo do mundo no século XIX e inicio do XX era o próprio inferno. Segunda Revolução Industrial, avanços em eletricidade, indústria química, telefone, rádio e duas guerras mundiais. Além disso, legiões de ratos, água contaminada e  completa falta de higiene. A poluição orgânica era devastadora. Em Londres, 300 mil cavalos despejavam, cada um, 15 quilos de estrume por dia. Em Nápoles, Itália, os animais mortos permaneciam estirados nas ruas até apodrecerem.

 

IGNORÂNCIA AMBIENTAL

 

Esse era o ambiente em que o médico neurologista pai da psicanálise Sigmund Freud vivia entre 1856 e 1939. Mulheres que atendia com aparentes sintomas de menopausa ou mesmo TPM eram tratadas como doentes, surtadas, histéricas. Em algum momento Freud considerou a possibilidade de esses sintomas serem resultado da desgraça de lugar em que viviam? Que as questões psíquicas poderiam ser pedidos de socorro do sensível organismo em função do ambiente nefasto?  Possível que não.

 

Freud não sabia da epigenética nem do universo subatômico, quântico. Sequer sabia que a fumaça dos seus charutos iria matá-lo de câncer de laringe. Freud era um completo ignorante ambiental contaminado pela doença das cidades. Existem números sobre isso.

 

As áreas urbanas são responsáveis por 70% das doenças crônicas e infecciosas, por 40% das mentais e por maior prevalência de menopausa antes dos 40 anos. A poluição do ar está ligada a sete milhões de mortes prematuras e a das águas por mais de um milhão por ano (OMS).

 

Humanos, ratos, golfinhos e árvores são feitos de matéria quântica, fótons, vibrações, transmissão de informações, epigenética. Todos são alcançados pelo ambiente. Não há como separar as criaturas dos lugares em que se criam. Ou seja, mulheres e homens adoecem quando seus ambientes estão doentes. E as grandes cidades estão, todas estão.

 

Só existe um jeito de reverter isso, revolucionando-se. Muita gente já percebeu e está no processo de êxodo de São Paulo, Rio, Salvador, Porto Alegre e outras grandes em direção a lugares menores, zonas rurais, praias e montanhas. Estão reduzindo o excesso de bagagem e adotando hábitos naturais, orgânicos. Trocando maquiagens, sabonetes, tinturas de cabelos, esmaltes e uma montanha de produtos inúteis por natureza, simplicidade e leveza. O aparelho reprodutor então agradece e com sua extrema inteligência epigenética, amorosamente se regenera.

 
 
 

3 comentários


Convidado:
26 de mar. de 2025

Que maravilha e maneira sensível de nos empoderar e nos dar ânimo!!

Sua pesquisa tem sido um aprendizado.


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Dani
25 de mar. de 2025

Importante e urgente chamado pra um olhar epigenético para o que os corpos femininos tentam se adaptar, junto ao campo de traumas coletivos aí. Grata por compartilhar sua rica pesquisa, Art! E esse olhar chama pra questionar tudo o mais, certo? Manda mais…

Editado
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Tânia
25 de mar. de 2025

Parabéns, pela ampla pesquisa e por apontar soluções possíveis que possam mitigar a vulnerabilidade em que a civilização e o "progresso" provocam na alma e no corpo feminino....

Continuo, aqui na plateia aguardando a continuidade desse assunto...

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