ESTÃO NA MESA A QUEDA DO IMPÉRIO E O XEQUE MATE CHINÊS
- Arthur Andrade Tree
- 1 de mai. de 2025
- 2 min de leitura

Donald Trump toma Coca-Diet em vez de água, prefere fast-foods, tacos e bolos de carne em vez de legumes e hortaliças. Ele já admitiu que evita vegetais porque "não são seguros" devido a pesticidas. Dá pra imaginar o que pensa sobre saúde uma pessoa que considera Coca-Cola saudável e vegetais perigosos.
Assim que assumiu a presidência, Trump ordenou corte bilionário de verbas no principal financiador de pesquisas na área, o Instituto Nacional de Saúde (NIH). A justiça reverteu a decisão, mas ele foi em frente. Determinou cortes nas verbas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e o fechamento da USAID. Além disso, iniciou a demissão de 10 mil servidores das áreas de alimentos, tabaco, medicamentos, vacinas, dispositivos médicos. Trump quer acelerar a queda do próprio império.
E a queda está acontecendo a partir da dieta de ultraprocessados do povo. Doenças cardíacas e câncer, provocados por esses alimentos, matam mais de 1,3 milhão por ano. Obesidade e pressão alta matam em torno de 800 mil, drogas e overdoses fecham em 200 mil, ou seja, comida lixo mata mais que tudo. Somada à expulsão de milhões de imigrantes, o atual presidente pretende transformar o que sobrar da população em zumbis conservadores.
ENGORDANDO E EMBURRECENDO
Desde a recessão em 2007, a taxa de natalidade caiu 21% e a tendência é mais queda. A atual turma de formandos do ensino médio é a última geração de 18 anos a entrar na faculdade. A população anglo saxã nativa está engordando, emburrecendo e morrendo.
O país chegou no que especialistas consideram “abismo demográfico”. Mas esta não é apenas uma crise pelo declínio de nascimentos, cuja responsabilidade recairia sobre as mulheres. É uma crise de habilidades, falta gente qualificada.
Recentemente um brasileiro de 38 anos, nascido em Salvador, Bahia, foi eleito reitor de uma universidade de Minnesota. Suas qualificações superavam em muitos quesitos às dos nativos. Um dos meus filhos fez estágio em uma universidade de Medicina, em Boston, e comentava que os melhores alunos eram brasileiros e asiáticos, os nativos eram os piores dos piores, aproveitadores e oportunistas.
LIXO OCIDENTAL, LUXO ORIENTAL
Nos próximos 15 anos, a estimativa é de queda de 13% do número de formandos no ensino superior na terra de Trump. Enquanto isso a China tem aumento de quase 60% de jovens no ensino superior, 45 milhões de formandos. Os EUA têm quatro milhões e o Brasil, cerca de 1,4 milhão. A diferença chinesa é oceânica. Só em engenheiros, o país asiático forma 1,2 milhão por ano. E com uma mesa puro luxo, a China desmonta o lixo do inimigo.
Com história antiga, a gastronomia chinesa é das mais ricas do mundo. Diariamente, os chineses comem variedades com arroz, legumes, carnes, peixes, frutos do mar, tofu, vegetais e frutas. A dieta é baseada no equilíbrio e na harmonia, com a crença de que os alimentos devem proporcionar benefícios à saúde e ao bem-estar.
Ao contrário dos ultraprocessados do Ocidente, a dieta chinesa é baseada em ingredientes frescos, saudáveis e equilibrados, refletindo a filosofia de equilíbrio e harmonia da sua cultura. Se o poder é um reflexo da mesa e das habilidades, a China há muito já superou o império. Falta só o xeque-mate.



Lastimável!